sexta-feira, 15 de julho de 2011

"JazMim", por Clarice Lispector


"Mergulho na quase dor de uma intensa alegria -
e para me enfeitar nascem entre os meus cabelos folhas e ramagens"

"Nós, diante do escândalo da morte"

"Vou-me embora, diz a morte sem acrescentar que me leva consigo."

"Estou livre? Tem alguma coisa que ainda me prende? Ou prendo-me a ela?"

"A impressão é que estou por nascer e não consigo."

Fotos: Ralph Friedericks

"JazMim", por Paulo Leminski


"Eu

quando olho nos olhos

sei quando uma pessoa

está por dentro

ou está por fora

quem está por fora

não segura

um olhar que demora

de dentro de meu centro

este poema me olha"


"...já me matei faz muito tempo

me matei quando o tempo era escasso

e o que havia entre o tempo e o espaço

era o de sempre

nunca mesmo o sempre passo

morrer faz bem à vista e ao baço

melhora o ritmo do pulso

e clareia a alma

morrer de vez em quando

é a única coisa que me acalma"


Foto: Ralph Friedericks

"JazMim", por Marguerite Duras



“A história da minha vida não existe. Ela não existe. Jamais tem um centro. Nem caminho, nem trilha. Há tantos espaços onde se diria haver alguém, mas não é verdade, não havia ninguém.”

“ Antes falei dos períodos esclarecidos. Agora falo daqueles momentos secretos da minha vida, das coisas ocultas, certos sentimentos.”

“ Não são os sapatos que dão a nota insólita, estranha `a figura da menina naquele dia. O que há de inusitado naquele dia é o chapéu de homem em sua cabeça, com abas caídas, de feltro cor-de-rosa com uma larga fita preta.”

"Eu não sei de onde vem essa capacidade de suportar tudo o que acontece como se ordenado por Deus."

Foto: Ralph Friedericks

"JazMim" Fotos - Ralph Friedericks













sábado, 2 de julho de 2011

JazMim

Criado a partir de impressões e expressões; de sensações e inspirações. Absolutamente sensorial e imagético, esse processo colaborativo surgiu da mistura de histórias pessoais reprocessadas e reinventadas, com o universo solitário das figuras femininas na pintura de Edward Hopper.

Assim como Hopper, JazMim retrata com subjetividade a solidão feminina e a estagnação do Homem causando ao observador uma experiência viva da solitude.